segunda-feira, setembro 04, 2006

pactos de amizade

Que longo é o tempo e que diferente a voz que o entrecorta. Assusta-me a minha fragilidade entregue ao teu olhar vigilante enquanto assino um pacto de confiança e ouço os teus passos distar num estranho corredor. Mas os meus pés rentes ao chão não me deixam avisar-te que eu não posso voar enquanto tu experimentas a frescura do soalho em lage. Depois, refeitas as expectativas de uma vida que se recupera, rir-me contigo, rir-me de mim, e ver-te trazer o fim da minha sede num copo qualquer. Sentir a força imensa da não solidão, quando a morte parecia querer chamar-me ao seu colo, e mais ninguém a ela poderia resgatar-me como tu. Por penosa que seja a manhã da mais longa noite, sei que a posso superar assim - e esta é a mais alucinante viagem que se faz - pôr-me nas tuas mãos sem disfarces, acreditando em ti e no teu socorro.

8 Comments:

Blogger Hipatia said...

Quem tem amigos não morre só...

10:36 da tarde  
Blogger vague said...

bonito...

11:43 da tarde  
Blogger Santos Passos said...

Beijinhos.

4:03 da manhã  
Blogger . said...

Socorro ... socorro ... SNS? SNB? EM?
AR

12:14 da tarde  
Blogger Amir said...

E, apesar de tudo, é tão bom podermos entragar-nos nesses braços, assim...

Baci

1:59 da tarde  
Blogger Tempestade said...

porquê a morte?
morte para trás, morte para a frente... esse é o nosso destino. Não fales na "bela" adormecida que um dia seu acordar transformar-nos-á na poeira que o vento levará em seu caminho.
um sorriso teu, uma alma como a tua jamais merece o sofrimento de quem não te merece, mas que teima a teu lado permanecer.
bjnhs

3:15 da tarde  
Blogger jp said...

não é preciso a morte estar ali sentada, para se perceber a diferença cherie
:-)***

11:16 da tarde  
Blogger Bastet said...

Obrigada a todos!

JP: Tens razão mas bem sabes como eu gosto de limites :)

10:40 da manhã  

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