quinta-feira, maio 25, 2006

sinais da maturidade

Gestos nus, poucas palavras e o desencontro de olhares despidos. Sossega-se numa ironia, numa morte perene. Estranha paz, exultada pelo calor do semi Verão - estação sem penas ou nostalgia. Trevas nas tréguas desejadas, ou luz forte numa outra surpreendente realidade. Assim assim. Diferente do nada. Diferente de tudo. Sem lugar a novos lugares. Pondo a cru, tirando os condimentos. Ordem no sofrimento - ganha razão; ganha sentido. Há sempre o segundo da mutação. Mas retroagem horas doentias à convalescença deste sorriso. Horas necessárias - melhor que sabê-las perdidas. Nem sempre o trofeu é a taça dourada. Há no bronze o encanto do suor e a certeza da lição assimilada. Como há no não mais firme vontade. Como há na distância mais força conquistada. É bom saber o que não nos serve - justo paliativo ao desconhecimento do que queremos, analgésico ao desconforto da mudança.

3 Comments:

Blogger Hipatia said...

Também te levaram um siso, amiga? É que às vezes parece que estamos a ficar demasiado ajuizadas. Ou talvez seja mesmo - e só - essa treta de termos de crescer e de, olhando para trás, sabermos onde metemos a pata na poça e tratarmos de evitar que aconteça novamente :)

7:07 da tarde  
Blogger SGC said...

O que acontece é q há castas cujas uvas sempre foram maduras e as colheitas são excepcionais! ;-)
*

11:50 da tarde  
Blogger Bastet said...

Também já perdi um siso Hip... mas pela tradição houvera de ser ao contrário... perdendo o siso, perdendo o juízo. E sim... também já meti a pata na poça e não gostaria de molhar a minha pelagem outra vez ;) miauuuu!

SGC: parece que 67 deu bons vinhos... daí a vida me embriagar :)*

10:42 da manhã  

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