quinta-feira, outubro 20, 2005

eduardo

Ouço as lágrimas do céu e levanto o nariz às nuvens em jeito de prece, encharcando os meus sentidos despertos para a vida e aguçando os instintos para a batalha que se aproxima. Peço força. Que o carácter nunca se dobre às circunstâncias para que possa dormir comigo sossegada, em paz, nas mesmas convicções. Nos meus ombros repousam as mãos invisíveis que reconheço pela eternidade de carinhos. Aos meus ouvidos sopra o vento de uma voz antiga que me acordava sobejas vezes dos meus sonhos. E quando te sei assim tão presente, herdo a coragem que era a tua.

6 Comments:

Blogger forass said...

Saudade.

4:36 da tarde  
Blogger Bastet said...

Tenho saudades pois.

10:29 da tarde  
Blogger Hipatia said...

:(

11:35 da tarde  
Blogger Mocho Falante said...

Olha, num dia tão importante e tão intenso que foi o meu de hoje...foi bom ter lido o que li aqui!

As saudades são amarras da nossa alma e por isso quando o Céu chorar foi porque deixamos que ela continuasse presa.

Beijoca

11:49 da tarde  
Blogger jp said...

Sabes minha linda, herdar algo que nos cresçe na alma,é a melhor herança que podemos almejar.
:-)*

12:06 da manhã  
Blogger Bastet said...

:) um beijo enorme para todos por partilharem comigo estas memórias do meu pai.

12:55 da manhã  

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