segunda-feira, agosto 22, 2005

tecelagem

O verdadeiro saber é umbiguista. Fecha-se, retrai-se à secularidade das mãos que apanham pontas soltas e querem fazer meadas. Depois, juntam as agulhas sem preceito e ensaiam um primeiro agasalho para o Inverno. Sem mestres que lhes confiem a arte da tecelagem, adoecem com o frio que os trespassa e perdem vontade e fé por entre os farrapos pobremente tricotados. Quando em delírio de febre alguns julgam ser tocados, abençoados pelas mãos de uns poucos que na sua infinita sabedoria e compaixão choram o mal e a ignorância que grassa pelo Mundo. Assisto confusa e não sei no fundo por quem hei-de chorar se por quem não sabe tecer se por quem confiante guarda a medo o tear.

5 Comments:

Blogger Caracolinha said...

Tu achas normal ... as tuas palavras tocam-me de uma maneira que por vezes entro aqui, saio, volto a entrar e fico tolhida, sem saber o que te dizer ????

Vou tentar voltar mais tarde, e deixar aqui algumas palavras que façam mais sentido ... um beijinho GRANDE ~:o)

2:38 da tarde  
Blogger th said...

ÁH que se esse saber desabrochasse em nossas mãos em pétalas de rica videncia! como seríamos bem melhores e mais ricos, como rica é a tua prosa para nosso deleite, th

1:56 da manhã  
Blogger Vespinha said...

Olá.

O teu post fez-me lembrar "A Caverna" de J. Saramago que retrata a história de um oleiro obrigada a abandonar o seu atelier para viver num centro comercial...

Bj da Vespinha

Obrigada pela tua visita num dia especial para mim.

6:09 da tarde  
Blogger Bastet said...

:) Olá! Obrigada caracolinha, th e vespinha agora um pouco mais vespa porque contas um anito a mais! Nunca é demais dizer que são os comentários, o interagir com as outras pessoas, o principal incentivo de continuar a escrever por aqui. Um beijinho de agradecimento às três!

12:30 da manhã  
Blogger Roberto Iza Valdes said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

7:49 da tarde  

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