segunda-feira, julho 18, 2005

luzes

Qual o sentido de uma Palavra nos livros do silêncio? Qual o sentido de um grito na pálida terra dos mudos? Qual o sentido de uma música na universal partitura do vácuo? Qual o sentido de um sorriso na escuridão dos esgares e o de uma mão aberta, rosada, negra, amarela, avermelhada, ampla, ante a esperança amputada, ante a solidão dos agrestes cotovelos, brancas facas de um gume e múltiplas feridas, qual o sentido da resistência prisioneira, senão o da esperança, senão o da liberdade!? Qual o sentido que não o da Verdade!? Qual a verdade do sangue senão a da vida? Qual o sentido dos poetas, dos irmãos, dos missionários, dos loucos sonhadores, dos amantes, dos pais e das crianças? Qual o sentido da luz nos olhos de um velho quando afaga o crescimento de um pequeno cachorro? E o da gaivota que canta sobre o mar revolto...

15 Comments:

Blogger forass said...

É assim uma espécie de sentido obrigatório. O de cá estarmos da melhor forma possível e sabermos ver o que se passa a nossa roda sem que lhe seja dado muita importância.
Sentido da vida parte 257 – O sentido obrigatório.
:)

12:45 da tarde  
Blogger Bastet said...

Pois é o meu problema é que eu sempre me atrapalhei no trânsito... quantas vezes violando os sentidos obrigatórios! Eh, eh, eh... :)

12:56 da tarde  
Blogger vague said...

Não comento, q este texto está nua onda q não a minha agora. A minha é onda de sono, deixa-me apreciá-lo melhor, q merece, apesar do sono.
Pq não fazes um best-off e ofereces aos amigos? :)

beijo com saudades - temos q marcar uma saída um dia destes, já não nos vemos há tanto tempo e eu gostei muito de te conhecer :)
beijinhos
Vague

1:06 da tarde  
Blogger Asulado said...

Foi gralha ou a vague utiliza a mesma táctica que a Jane do Coupling (quebrar as defesas dos homens utilizando gratuitamente a palavra 'nua' numa frase)?

2:48 da tarde  
Blogger Bastet said...

Com ela nunca se sabe Asul! Eu que já a conheço há para mais de um século e agora é que ela vem dizer que foi bom conhecer-me! Com ela nunca se sabe mesmo! lololol!!! :)

3:01 da tarde  
Blogger vague said...

Asulado,

Deve ter sido lapso mas... agora vejo: as ondas não andam nuas, embrulhadas apenas no mar que as enleia...?

:)

Bastet, o que é 'coupling'? (não carreguei ainda no link) - é o q estou a pensar e o teu asulado utilizou uma forma subreptícia de falar naquilo de q não se pode dizer o nome?

até logo, o trabalho chama-me mas como estou um pouco dura de ouvido, só ag o ouvi)

3:44 da tarde  
Blogger Bastet said...

É uma série vague, é uma série!Bolas que nem no espaço virtual me dás sossego!

3:50 da tarde  
Blogger Bastet said...

Agora reparo eu Vague Maria! Tu tem cuidado mulher! Essa história do "meu" Asulado é perigosa! As fãs do Asulinho ainda me matam! Livra!

3:52 da tarde  
Blogger Asulado said...

É terrível ter a fama e não ter o proveito...

9:48 da tarde  
Blogger Mocho Falante said...

Confesso que tive de o ler mais que uma vez, confesso que as palavras me confindiram os sentidos e ainda nesta embriagada escrita de palavras apenas posso que conseguiste armadilhar este texto de forma bem bonita

9:49 da tarde  
Blogger Zumbido said...

Gosto de dizer palavras sem sentido porque as palavras com sentido não têm sentido nenhum.
Gosto de a essas palavras sem sentido juntar um sentido qualquer que mesmo sem ter sentido me faça sentir que nenhum sentido é melhor que não ter sentido.
É no sentido dessas palavras sem sentido que sinto a falta de sentido que todo este sentido tem.
E afinal o que são palavras sem sentido?
Não faz sentido perguntar o que são palavras sem sentido.
E é aí que está o sentido que a falta de sentido das palavras, tem.
Porque uma palavra sem sentido pode ter um sentido que não é o sentido que sentimos que tem.
Sim, porque...
Que sentido terá continuar a sentir que mesmo sem sentido se sente o sentido que uma palavra tem?
Não se esforcem por sentir o sentido que tudo isto tem.
Uma palavra que aqui estivesse e tivesse sentido não faria decerto sentido.
Porque há sempre quem sinta que há um sentido em algo que não tem sentido nenhum.
Como se uma palavra sem sentido pudesse alguma vez ter sentido.
Quem sente que uma palavra sem sentido tem sentido ao pé de outras palavras sem sentido, não sente com certeza a falta de sentido daquilo que diz.
A esse, com ou sem sentido, apenas posso dizer: sinto muito.

11:38 da tarde  
Blogger sharkinho said...

Confesso que o comentário anterior me intimidou. Mas não posso deixar de referir que esta posta tem as palavras muito bem arrumadinhas...

10:19 da manhã  
Blogger Bastet said...

Bem vindo ao cesto da Bastet Sharkinho! :)
Zumbido, este post é um post sentido, sobre o sem (?) ou muito sentido da esperança. :)
Obrigada mochinho!
Asul, Asul!!!

11:31 da manhã  
Blogger ikivuku said...

Ops! Foi um equívoco. O Zumbido colocou um comentário que não era dele. Também não sei se era meu. Já passou muito tempo. Seja como for o Zumbido teria dito outra coisa...
“Há dias em que todas as coisas, por mais estranhas, parecem fazer sentido. Será uma questão mental que, como se sabe agora, é uma questão de emoções e desejos. Mas nunca sabemos tudo. Suponho que a serenidade, pelo menos alguma serenidade, vem quando aprendemos a aceitar um sentido provisório, um sentido potencial para as coisas que nos causam perplexidade. Logo a seguir o sentido tenderá a ser outro. Talvez por isso a palavra sentido seja tão bela, tão múltipla e tão una.”

3:30 da tarde  
Blogger Bastet said...

Tu baralhas-me! :) Não, não há um equívoco, é verdade o que dizias, há sentidos nas palavras sem sentido e há formas de sentir as palavras ainda quando desprovidas de aparente sentido. De resto, todas as tuas palavras são não só sentidas como pensadas e assertivas. Um beijo para quem? Olha divide-o entre os teus heterónimos! :)

3:50 da tarde  

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