quarta-feira, junho 01, 2005

irrecusável fim

A um desafio, uma resposta, a um pedido, outra:
Diz-me então que nome te dar. Como chamarei a esse homem que hoje dou à luz pela fantasia, para que quando te abandonares em gritos de mel, reconheças quem já foste e nomeies sem pudor o que afinal sempre quiseste.
E ele não se deu nome diferente, que era o seu que havia de ecoar, como antes só fora sibilado. Ofereceu o dorso ao vento de mãos multiplicadas no vagar, a boca às frescas e doces cataratas, onde pôde mergulhar no esquecimento. Foi outro, o mesmo, cego de luz, sábio de pele, trilhando aprendiz onde um dia fora mestre. Apartadas margens, livres rios, outra, a mesma, dentro de si, em lenta, louca correria, a passo, trote, salto e galope de roucos e mudos silêncios, por entre rosas e carmins florestas, que se davam e fugiam imprevistas, soluçantes. Portas, frestas, esguias travessas, que mulher outra, alguma, assim aventurara, feita deusa, amante e rainha que por fim seu servo coroava, de rubores e húmidos desmaios.

5 Comments:

Blogger forass said...

Mai nada! Olé!

7:23 da tarde  
Blogger a-bordo said...

Obrigado por aturares a minha curiosidade. um beijo :)

9:46 da tarde  
Blogger Bastet said...

obrigada eu pelo incentivo :)*

10:11 da tarde  
Blogger AleKsandro said...

Sem palavras para tamanha beleza!
Obrigado!

1:46 da manhã  
Blogger Bastet said...

Puxa! Obrigada! :o)

10:52 da manhã  

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