sábado, junho 25, 2005

com verdade

A presença do medo ocupa os intervalos do nosso amor, adiando-o, acautelando-o, sublimando o peso de cada gesto, dando todos os sentidos às entrelinhas das nossas palavras, verdade a cada uma das promessas, coragem a todos os desenlaces que o amor não se constrói com cobardia nem a vida se compraz com ilusões.

33 Comments:

Blogger Hipatia said...

O medo sempre foi o maior "tira tusa" que alguma vez conheci.

(E desculpa lá contaminar o teu texto lindo como uma resposta com eles todos no sítio, mas não estava a encontrar melhor maneira de pôr a coisa ;) )

11:02 da tarde  
Blogger Bastet said...

:) lololol!!! e é bem verdade Hipatia mas este é um medo especial... é o meu! lolololol!!!!

11:05 da tarde  
Blogger Barão d'Holbster said...

Adorei
Adoro quando as coisas são vistas sem lamechices de merda. A vida para ser vivida a sério não se pode ter medo do que está à nossa frente mas tem-se de ter consciência dos passos que damos, para que não tenhamos de arrepiar caminho mais tarde com o rabinho entre as pernas... (desculpa mas acho que me deixei contaminar pelo comment anteiror)

Quanto a tusas... Acho que isso varia na proporção inversa da idade..

P.S.- Ontem lembrei-me de ti. Jantei numa praça muito simpática numa cidade junto à fronteira Sueca-Dinamarquesa. Estava um fim de tarde espantoso o que dava à cidade uma cor muito especial. Não pude evitar de pensar... Ora aqui está um sítio bom para se fazer um jantar com uma boa companhia... (Eh pá tinham uns camarões em molho picante simplesmente deliciosos...)

11:23 da tarde  
Blogger Bastet said...

Querido barão: esse comentário é exactamente o oposto de um "tira tusa"! lololol! Olha que eu compro o bilhete! (vendo o carro, os gatos, enfim!)

11:26 da tarde  
Blogger Barão d'Holbster said...

Se quiseres faço já a reserva no restaurante...

11:30 da tarde  
Blogger adesenhar said...

medo!
depende das situações.
há para toos os gostos e feitios...

:)

11:32 da tarde  
Blogger Bastet said...

:)* não sei se me dão algum dinheiro pelo meu carro! lololol!

11:33 da tarde  
Blogger Hipatia said...

Pois... eu também estava a falar dos meus ;)

(cada vez que me leio, sinto-me mais desbocada; e não queria contaminar a prosa do Barão...)

eheheh

11:34 da tarde  
Blogger Bastet said...

adesenhar: isso também nos leva longe! O medo! Eu não gosto do medo mas sem ele não há coragem mas sei que para muitos funciona exactamente ao contrário do que disse a Hipatia, que estranho e complexo é o ser humano!

11:35 da tarde  
Blogger Bastet said...

Hipatia: Se contaminaste a prosa eu cá não me queixo ;)

11:36 da tarde  
Blogger Mocho Falante said...

Uma pessoa não vem aqui ao lugar a quase dois dias e quando volta, o interesse está sempre elevadíssimo... O texto é lindíssimo mas o comentários da hipati, fez-me cair as penas de tanto rir, não poderia ser mais oportuno!!!!

Por muito que se escreva com seriedade a coisa acaba sempre com a tão típica gargalhada...e aidan bem!

11:50 da tarde  
Blogger Hipatia said...

(Em relação ao que falávamos hoje: "iatá" - como diz uma amiga nossa ;) Mas assim para o indecifrável, que é melhor, eheheh)

12:20 da manhã  
Blogger Bastet said...

Mocho, já que não perdeste as penas no post do strip que as percas agora a rir! É bom quando os assuntos sérios são vistos com humor. O humor é um excelente recurso para afastar e vencer as contrariedades!

Hip: iatá também! lololol!!!!

12:23 da manhã  
Blogger Zu said...

Medo: tira tusa ou dá tusa, depende do medo e do que meter medo.

(agora vocês falam por enigmas, é?)

12:27 da manhã  
Blogger Hipatia said...

Ai que afinal depenei um Mocho!

(eu bem disse que achava que ele não tinha tirado bem as penas ali em baixo, Bastet ;) )

12:28 da manhã  
Blogger Bastet said...

Não Zu, não é um enigma é só um "ia tá" ou seja "já está" como diria a Vague Maria!

12:29 da manhã  
Blogger Hipatia said...

Se tu lesses os e-mails, Zu, talvez chegasses lá ;)

12:29 da manhã  
Blogger Hipatia said...

Onde "tá", Bastet?

12:30 da manhã  
Blogger Bastet said...

lololol! Não há penas que te resistam! Isto vai-me dar inspiração para qualquer coisa tipo "O mocho perdeu a pena não há frio que lhe não venha... o mocho que o pensamento quis do strip afastar perde a pena a gargalhar, finalmente desnudado, ainda tenta voar mas pela Hip foi agarrado! etc....

12:33 da manhã  
Blogger Bastet said...

Por sms! hip!

12:36 da manhã  
Blogger Hipatia said...

Já vi ;)

:**

12:40 da manhã  
Blogger Zu said...

Acho que já percebi (já li, mas ainda não tive tempo para responder; dá mais trabalho que fazer comentários, ih ih).

12:48 da manhã  
Blogger Caracolinha said...

Oi Bastet, belo tema esse ... até dá medo só de pensar nele !!!!

O medo, que desafio ... o medo que nos turva as ideias e nos paralisa, que nos embota os pensamentos e os sentimentos.

O medo que nos restringe, que nos impede de dar o primeiro passo. O medo e as suas raízes, que se não forem cortadas nos dominam e nos deixam à sua mercê.

E que trabalho dá pomo-lo de parte quando o deixamos fazer parte das nossas vidas ...

Que vença sempre o amor e a vontade e que nada nos faça cair quando corremos na direcção de tudo aquilo que queremos e em que acreditamos !!!!

Mais uma vez obrigada ao meu mochito, por me ter apresentado mais um Blog com «B» maiúsculo !!!!

Vale muito a pena aparecer por aqui.

A ti Bastet, e a todos, fica desde já feito o convite para uma saltada aos contos do Caracol ...

Bjinhos ... muitos ... ~:o)

12:06 da tarde  
Blogger Bastet said...

Olá caracol! vencer o medo faz parte do percurso das nossas vidas e da maturidade que se atinge quando se vence o medo e também quando aceitamos a sua presença sem vergonhas.
irei espreitar os teus contos e deixo-te aqui um muito obrigada pela tua passagem :)*

12:12 da tarde  
Blogger . said...

Ou, parafraseando não sei quem, muito medo e pouca vergonha!
AR

6:30 da tarde  
Blogger adesenhar said...

ops...
tenho medo...
estou em desvantagem porque não tenho acesso aos ditos mails ...

:)

6:59 da tarde  
Blogger Bastet said...

adesenhar: garanto que não estás em qualquer desvantagem, por norma e desta vez também se confirmou, o "ia tá" significa "já postei". Como vês não há que ter medo :)

Sr. AR. muito medo e pouca vergonha? ora vindo de quem vem há-de ser um elogio! :)

9:16 da tarde  
Blogger Zumbido said...

Há medos que nascem connosco, que vêm das entranhas do tempo e nos seguram vivos: são medos que partilhamos. Outros, nascem de nós, vêm da nossa reacção ao outro e fazem-nos únicos. A história de cada um poderia ser a história dos seus medos.
Primeiro temos medo, depois temos medo de ter medo, a seguir de parecer que temos medo. Só depois, muito depois, deixamos de ter medo de ter medo. E é assustador que isso aconteça tão tarde por poder ser tarde demais.

Sísifo

9:55 da tarde  
Blogger Bastet said...

É verdade Sísifo que é esse o nosso caminho na via sacra dos medos. E já me vou habituando a que os teus comentários sejam belos posts. Um beijo. :)*

10:01 da tarde  
Blogger Noite said...

E não será no amor, o medo, algo de positivo? Algo que o contém, que o doseia, para que não se esgote demasiado depressa?

2:20 da manhã  
Blogger Bastet said...

Olá Noite: esse é precisamente o sentido deste post. O "medo" ou mais correctamente a cautela a servir o crescimento do amor de forma responsável. Um beijo e obrigada pelo teu comentário :)

9:42 da manhã  
Blogger th said...

O meu Amor e o meu Desejo foram-se escoando qual fio d'água em terreno de Medo!
th

12:01 da tarde  
Blogger Bastet said...

Th, a linda frase que referes vai no outro sentido, ou seja, no da Hipatia, o amor e o desejo a serem sufocados pelo medo. É assim?

12:39 da tarde  

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