quinta-feira, abril 07, 2005

como sempre

A semente da vida é resistente, latente no solo ressequido aguarda uma gota de água que absorve sequiosa e renasce, quase ressuscita, por entre as pedras calcárias do desalento. Humedecendo a hermética concha ovalada, abre-se a fissura por onde espreita a manhã que ditará o futuro. Espojada ao sol, centrifuga as energias e dela brota repentinamente o primeiro desejo de fome e de movimento. Como na repetição circular das estações, sucede-se a Primavera e o degelo ante a estupefacção da inevitabilidade da fé e do conhecimento. Porque apesar de sempre sabermos que assim é nem sempre achamos que assim vai ser.

5 Comments:

Blogger Alcabrozes said...

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3:07 da tarde  
Blogger Alcabrozes said...

Sacode o bruxedo, deixa o degredo.
télépatia...
Toma como exemplo, pá, aquele pássaro, pá, a Fónix...

o net pulha

3:07 da tarde  
Blogger Bastet said...

a Fónix não pá, a Fénix, Fónix!!! ;)

3:43 da tarde  
Blogger lobices said...

...mas assim será sempre... :)

8:25 da tarde  
Blogger Bastet said...

E essa certeza é por demais reconfortante!

11:08 da manhã  

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